Título : Informe JB - O presidente Lula, o feijão e o sonho
Data Publicação: 10/03/2008
Fonte : Clipping Ministério do Planejamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem revelado, a interlocutores próximos, o antigo desejo de montar um ministério de notáveis, sonho também não atingido por todos os seus antecessores desde a redemocratização. Sem fazer nenhuma crítica aos atuais ocupantes do cargo, até porque não há motivo visível, lembra com saudade de dois nomes que integraram a sua equipe. Roberto Rodrigues (Agricultura), renomado especialista em agronegócio, e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), empresário de sucesso na área de comércio exterior.Os dois tinham currículos tão bons que os partidos da chamada base aliada fizeram questão de aparecer na foto como padrinhos da indicação, mesmo não tendo tanta influência assim. Hoje a situação é outra. O governo foi vítima até de chantagem. É só recordar os bastidores da fracassada operação para prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira...
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem revelado, a interlocutores próximos, o antigo desejo de montar um ministério de notáveis, sonho também não atingido por todos os seus antecessores desde a redemocratização. Sem fazer nenhuma crítica aos atuais ocupantes do cargo, até porque não há motivo visível, lembra com saudade de dois nomes que integraram a sua equipe. Roberto Rodrigues (Agricultura), renomado especialista em agronegócio, e Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento), empresário de sucesso na área de comércio exterior.Os dois tinham currículos tão bons que os partidos da chamada base aliada fizeram questão de aparecer na foto como padrinhos da indicação, mesmo não tendo tanta influência assim. Hoje a situação é outra. O governo foi vítima até de chantagem. É só recordar os bastidores da fracassada operação para prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). O PMDB e seu infindável apetite por cargos, por exemplo, entram na cozinha do Palácio da Alvorada a qualquer hora do dia. Sem sequer pedir licença.Dança do créuDepois de se tornar o homem forte da administração municipal de Salvador, atraindo, inclusive, o prefeito pedetista João Henrique para o PMDB, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, está fazendo um carnaval fora de época. Botou o trio elétrico na rua e já faz campanha para a sucessão estadual de 2010. O carioca Jacques Wagner, aliado e atual dono do cargo, finge que não é com ele. Está emparedado pela crise da segurança pública: os índices de criminalidade só fazem crescer desde a posse.Dança do créu 2Prevenido, Geddel cuida, também, de transpor águas para um canal que possibilite, no futuro, uma eventual aproximação com o Democratas, impensável até tempos atrás. O falecido senador Antonio Carlos Magalhães, primeiro e único babalorixá do ex-PFL no Estado, só o chamava de "ladrão". Hoje, ACM já deve estar se revirando no túmulo.ServidoresAlém de fracassar na tentativa de promover sessões deliberativas às segundas-feiras, o controle de ponto dos servidores da Casa, outra ação moralizadora do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, também atravessa um longo, mas até agora seguro, processo de flexibilização.Denúncia vaziaA denúncia da Procuradoria- Geral da República ao Supremo Tribunal Federal contra o ex-ministro da Fazenda e deputado Antonio Palocci teve pouco impacto no PT. Líderes do partido na Câmara tentam desqualificar a ação do procurador-geral Antonio Fernando de Souza, que acusou Palocci de ordenar a quebra de sigilo do caseiro Francenildo. Segundo os líderes, a decisão já era esperada. "O procurador denuncia todo mundo mesmo", disse um cacique.Plano BSem avançar com os 30 projetos do pacote direcionado para o setor que aguardam votação na Câmara e no Senado, a Comissão de Segurança Pública definiu novas prioridades. Vai trabalhar pela reformulação da composição do júri nos tribunais, na instituição do bolsa-formação para policiais, no monitoramento eletrônico de presos e na indisponibilização dos bens de indiciados.MegaespetoO ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, apresenta, amanhã, ao Congresso, uma proposta de renegociação das dívidas agrícolas, que somam cerca de R$ 130 bilhões.SonarQuando é que vai aparecer um suplente honesto?Com Marco Antônio Moreira